O Gabinete da Presidência da Câmara Municipal de Braga tornou agora público o seguinte:
COMUNICADO
A “coligação de direita” pré-anunciada recandidata às próximas autárquicas em Braga promoveu no passado fim-de-semana aquela que é por si assumida como a abertura da sua pré-campanha eleitoral.
Tal como fizera antes da última derrota eleitoral, chamou-lhe “Dia da UniverCidade” e com ela pretendia mostrar que, se e quando chegar ao poder, líderes académicos e dirigentes políticos não passarão um dia que seja sem que consertem o futuro do concelho ao sabor do mesmo prato e do mesmo copo e ao som de um trompete afinado pelo mesmo diapasão.
Se na sua primeira edição, a abertura da tal campanha que levou à derrota ainda registou alguma adesão da militância académica, nesta segunda, que sexta-feira distribuiu cinco dezenas de pessoas por um auditório de 200 lugares, viu bem reduzida a sua atractividade.
Compreendendo, embora, que a ausência da anunciada presença dos líderes académicos tenha contribuído para a “desmobilização”, não pode deixar de se reconhecer que, conforme os próprios organizadores admitem, a iniciativa falhou… À segunda vez, a “UniverCidade” já falhou…
Obviamente que não compete à Presidência da Câmara Municipal de Braga reflectir sobre este facto puramente partidário, e, como tal, não serve este intróito senão para situar e rebater, como se impõe, a acusação feita neste âmbito pelo pretenso recandidato do “partido-de-luís-filipe
Tão leviana e simplória quanto carregada de eleitoralismo primário, a afirmação não careceria de refutações, mas, para que quem tal afirmação produziu não continue a sustentar-se na ignorância e no desconhecimento da realidade que pretende dominar, tem a Presidência da Câmara Municipal de Braga a obrigação de o informar que, mais do que ninguém, o Município de Braga sempre se assumiu e foi assumido como parceiro privilegiado das várias instâncias universitárias bracarenses, participando activamente nos projectos que desenvolvem.
Aliás, como não poderia deixar de ser, tendo em conta que o Executivo tutelado pelo Eng. Mesquita Machado faz da instituição universitária e do seu trabalho académico um dos pilares estratégicos para a sustentação do seu projecto de cidade, cidade-capital de uma região que muito espera e precisa desse mesmo trabalho…
Assim, a título de exemplo, citam-se as parcerias estratégicas entre o Município de Braga e a Universidade em projectos como o Instituto de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica do Minho (Idite-Minho), a Iniciativa “Braga Digital”, a Rede de Cidades Polis XXI, a Biblioteca Craveiro da Silva, a Fundação Cultural Bracara Augusta, vários projectos “Interreg”…
Como resulta claro, muitas outras áreas de intervenção municipal implicam positivamente com a Universidade, seja a defesa e estudo do património arqueológico, seja a investigação científica em áreas tão diversas quanto as que se cruzam com o objecto municipal, de que o ensaio de novos materiais ou novas formas de facilitar a mobilidade urbana podem ser outros exemplos.
Quando o putativo candidato autárquico da “coligação de direita” enuncia como objectivo eleitoral «tornar regulares e institucionalizar os mecanismos de contacto entre a Câmara e as academias» mais não está a demonstrar que a completa ignorância quanto à realidade, a atroz ignorância quanto à gestão de um Município como Braga e suas obrigações, ou a lamentável ignorância de tudo quanto enforma o quotidiano de uma cidade que se orgulha de acolher duas das mais importantes instituições universitárias do país.
Em tão breves palavras, ficará, pelo menos, o candidato do “partido-de-luís-filipe
Câmara Municipal de Braga, 15 de Abril de 2008
P’ O Gabinete da Presidência,